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A alquimia dos sonhos

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Quando os sonhos começam a virar realidade. Um passo ao sonhado uma mão no realizado. Quando o céu era apenas moradia da eternidade. Quando a lua era apenas significado dos corações apaixonados. Quando o horizonte do mar era o seu fim. Quando a modernidade era apenas coisa de outro planeta. O homem consegue inverter as ordens das coisas. O homem com a mão divina desvendou que a morada do senhor está dentro de cada um de nós. O homem com a mão divina pisou na lua e quebrou um pouco o encanto de sua cupidez. O homem com a mão divina desmistificou a própria igreja e rodou além mar, mostrando que a terra era redonda. O homem com a mão divina constrói no dia a dia a modernidade que não tem fim. Os sonhos de todos nós são importantes dentro de nosso poder de sonhar. Os sonhos que sonhamos podem realizar se assim o quisermos. Os sonhos realizáveis são sonhos que podemos alcançar com as mãos. Com o coração. Com a voz. Com a letra. Com a gaita. Com ...

Carnaval, tempos modernos e a delinquência intelectual

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Acompanhado de uma enorme dose de irracionalidade, as músicas que ornamentam e animam o carnaval curtido hoje pelos sujeitos da sociedade parece mais uma pandemonea de animalescos indivíduos, indomáveis, conscientes de suas mazelas, atos e coreografias, abestalhados pelo embalo do ritmo da batida incessante de uma zoeira musical, o Funk, mais parecendo convite ao pulo no buraco negro do que satisfazer-se pela incursão às letras, tons e embalos dos sons que embalaram a todos que já passaram por este torrão. Pelas esquinas, ruas, avenidas e além mares, tropeçamos em incontáveis jovens, mais parecendo acéfalos, ou corpos mexendo como zumbis, tropeçando em suas próprias sombras. Fazendo parte deste cenário como os outros sujeitos desta história, e passivos, somos obrigados a ouvir e aceita-lo incorporado como o mais novo movimento cultural e social brasileiro. A batida do Funk, entra, penetra no subconsciente do indivíduo, aliciando-o como ao aliciame...

Responsabilidade. Pobre homem

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A miséria da vida quando pautada pela busca da responsabilidade da morte, mostra a todos o quanto a responsabilidade é algo que passa ao largo da maioria dos seres. Entregues à sorte e ao inesperado somos todos vítimas da falta da sustentação da palavra responsabilidade. Em todos os momentos de mazelas e de enormes catástrofes para a humanidade ou simplesmente ao homem, existe a ausência da responsabilidade. Quando tratamos de catástrofes podemos referirmo-nos às intempéries da natureza, ou da natureza das catastróficas intervenções do homem, em sua maioria esteve ausente a responsabilidade. Quando tratamos das tragédias humanas também em sua maioria esteve presente a ausência da responsabilidade. O Brasil por obras de grandes brasileiros, tem conseguido ao longo dos tempos eliminar vários leques de ações em que a ausência da responsabilização dos atos provocavam a impunidade, que é o alimento da ausência da responsabilidade. Em praticamente todas as áreas de ...

Zé Genoíno, Hugo Chaves e os Santos de Pau Oco

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              Pela áurea justicialista que deu um banho de esperanças ao povo brasileiro no segundo semestre de 2012, com as decisões tomadas pelo STF – Superior Tribunal Federal -  com relação ao julgamento dos mensaleiros como atores, sujeitos passivos e ativos, parece até que estamos falando de homossexualidade, foi de “entornar o embornal” a posse do Deputado José Genoíno do PT.                 Não podemos neste caso discutir legalidade e legitimidade, ambas são amigas fiéis do Deputado José Genoíno neste caso. A sua posse é legitima e dentro da mais absoluta legalidade. Poderíamos apenas analisar a questão da moralidade, o que pelo ato praticado, observa-se a ausência desta preocupação na seara do PT e principalmente do Deputado José Genoíno. Neste caso também poderíamos questionar, mas para um povo que só vê a justiça ser aplicada a pobres e preferencialmente ...

Lucidez, o que foi que você fez

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Lucidez o que você faz, o que você fez. Nos tempos da carruagem você era tão insana. Nos tempos dos desafios você era tão cruel. Olho por olho, dente por dente. Ó lucidez, porque você fez? Nos tempos do Ford bigode, você foi tão do quem pode, pode. Nos tempos do Presley, você foi tão lunática. Ó lucidez, vejo o que você fez. Em um teatro foi-se o Lincon. Em um quarto do catete foi-se o pai dos pobres. Em uma rua de New York, foi-se o sonhador da Paz no planeta. Em uma floresta foi-se o Chico, foi-se o Mendes. Em uma tocaia qualquer, em uma floresta qualquer, foi-se a Doroti. Ó lucidez porque você fez? Ó lucidez o que foi que você fez? Da paz sonhada de uma nação, levou a vida. De sua mazelas escravagistas, separatistas, derrotistas. No palco de seu povo levou seu pai. Com o petróleo ou sem a polaca, você levou o pai do trabalhador. No teatro dos sonhos, você levou o sonho. Quantos vietnamitas sob as dinamit...

De cozinhas e barrigas todo mundo domina um pouco

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Estivemos na casa do Paulo Quirino comendo uma costela na panela, feita especialmente pelo cozinheiro do Papa, nosso amigo Léo de Paula, tio do famoso poeta e escritor maringaense Roberto De Paula. Léo que possui a enorme habilidade de dominar os dotes culinários, sempre nos presenteia com pratos deliciosos. Um pouco mais aplicado após assumir a tutela da sogra, Léo, quando pode, desfila toda sua ira sãopaulina, quando o assunto é futebol, mas no final a comida sai que é uma beleza, mesmo com tanta angustia Baessa pela demora do segundo final dos pratos. Como todo bom cozinheiro ele tem lá seus truques e suas manhas, o que acaba criando certo ciúme ao Paulo Quirino que também é envolvido na arte culinária. Se o Léo tem o titulo de cozinheiro do Papa, o Paulo tem o de cozinheiro do Pároco, isto segundo o chefe de cozinha Robson Baesso. Neste jantar estávamos a dois dias da tormenta curinthiana, vixi Maria, foi duro aguentar e o pior está por v...

Recado

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Manhã de segunda feira, chuva ainda de ontem que irá até o dia de amanhã do amanhã. Nada melhor que nostalgicamente ouvir meu Poeta e Cantor preferido. Gonzaguinha. Acho que esta letra ele fez para mim quando nos conhecemos na orla da lagoa da Pampulha. Ele de bicicleta e eu contornando a lagoa indo para casa. Se me der um beijo eu gosto Se me der um tapa eu brigo Se me der um grito não calo Se mandar calar mais eu falo Mas se me der a mão Claro, aperto Se for franco Direto e aberto Tô contigo amigo e não abro Vamos ver o diabo de perto Mas preste bem atenção, seu moço Não engulo a fruta e o caroço Minha vida é tutano é osso Liberdade virou prisão Se é amor deu e recebeu Se é suor só o meu e o teu Verbo eu pra mim já morreu Quem mandava em mim nem nasceu É viver e aprender Vá viver e entender, malandro Vai compreender Vá tratar de viver E se tentar me tolher é igual Ao fulano de tal que taí Se é pra ir vamos juntos Se não é já não tô nem aqui ...