sexta-feira, 17 de março de 2017

17 de Março dia de Unificação da Itália




















A Itália, era uma península dividida em vários reinos e só veio a unificar –se em 1861, com data de comemoração a 17 de Março, em um processo liderado pelo reino de Piemonte Sardenha, localizado ao Norte da Itália.
O Reino de Piemonte Sardenha era o mais forte economicamente, tendo a faixa central e Sul da Itália reinos pobres e pouco desenvolvidos e alguns destes reinos eram governados por famílias reais da Áustria e pela França de forma ditatorial.
Em 1859, com apoio de movimentos populares liderados por Gioseppe Garibaldi e com apoio Francês os Piemontes entraram em guerra contra o Império Austro-Húngaro, do qual saíram vencedores.
Em 1860 ainda com apoios populares, Piemente anexou os reinos papais da Toscana, Modenna, Parma e Romagna além das Sicílias do Norte e do Sul.
O primeiro Rei da Itália unificada foi Vitor Emanuel II.
Em 1866 foi a vez da anexação de Veneza que era governado pela Áustria.
Independentes de 756 a 1870, os Estados Pontífices, cuja Capital era Roma, foi conquistado por causa do abandono militar francês a Roma, por causa da guerra entre França e a Prússia, quando a França precisou dos militares que protegiam Roma para participarem da guerra contra a Prússia.

Uma vez conquistada faltava o reconhecimento pela Igreja do Estado único italiano, o que só foi ocorrer em 1929 através do Tratado de Latrão, liderado por Benito Mussolini, ditador italiano e o Papa Pio XI. Em troca foi criado o Estado do Vaticano e a Itália indenizou a Igreja pelos territórios perdidos.
Fora a insanidade do ditador Benito Mussolinni que apoiava Hitler e seu movimento nazista, a Itália vive no subconsciente dos brasileiros. Os brasileiros são um pouco italianos e cultivam certa simpatia pela terra de Roberto Benigni, diretor do maravilhoso filme A Vida é Bella.

quarta-feira, 15 de março de 2017

De Palestras Itália a Biandronno



Biandronno e o Lago de Varese












Biandronno é uma comuna italiana da região da Lombardia, província de Varese, com cerca de 3.102 habitantes.
Cenário de belas imagens, situa-se às margens do Lago di Varesse, fica a uma distância de 68 Km de Milão, Capital mundial da moda e da arquitetura.
Quem nasce em Biandronno é chamado de biadronnesi.
Característica da maioria das comunas italianas, pequenas e pouco populosas, algumas quase abandonadas.
A Itália sofre um processo de envelhecimento de sua população. As italianas criaram o hábito de casarem-se após os 30 anos, e não é fácil encontrar casais italianos que possuem mais de dois filhos. O que em um conceito de preservação da raça italiana, é um desastre.
Dominadora do mundo durante séculos, a Itália incorporou em sua cultura por milhares de anos, as culturas de nações conquistadas, e dentre elas, a que mais fez influenciar a cultura italiana, está a cultura grega.
Mas, o país da bota, sofre influência das culturas asiáticas, na alimentação, temperos, africanas e dos países nórdicos.
O italiano é por natureza falador, de temperamento forte e gosta de falar alto e gesticular quando fala.
Quem ouve dois italianos conversarem pensa que estão brigando, mas é apenas a aparência.
A Itália tem muita ligação com o Brasil.
Do inicio ainda no período do descobrimento, o Brasil era objeto de desejo de vários países europeus.
Mais tarde, a coroa portuguesa fez uma campanha maciça na europa para trazer europeus ao país tupiniquim para ajudar a desenvolver a agricultura e a indústria brasileira, isto em fins do século XIX e inicio do século XX.
No inicio do século XX centenas de navios italianos aportaram no portos brasileiros com os patrícios e suas famílias fugindo das guerras e à procura do El dourado.
Os italianos chegaram e foram ocupando os espaços introduzindo o linguajar e a cultura da terra do vinho, do queijo e da imperdível PIZZA.
Várias palavras italianas foram acrescentadas ao vocabulário nativo, com a mesma origem do latim, muitas têm o mesmo significado, mesmo que a pronuncia seja um pouco diferente.
Na paixão nacional, o futebol, dois clubes nasceram entre os operários italianos de duas grandes metrópoles, São Paulo e Belo Horizonte, Palmeiras e Cruzeiro, duas das maiores equipes de futebol do Brasil, eram na origem denominados Palestra Itália.
Com o advindo da segunda guerra mundial, e pelo posicionamento brasileiro a favor dos aliados contra a Alemanha e o alinhamento de Mussolini com o país nazista, fez com que os dois Palestras mudassem seus nomes.
A participação do Brasil na segunda guerra mundial é uma mostra da ligação dos brsileiros com os italianos. Nossos pracinhas restringiram suas participações heróicas, na Itália, com a tomada pelos heróis brasileiros do Monte Castelo. Mesmo sob neve intensa e com uniformes tropical.
O Palmeiras escolheu uma das cores da bandeira italiana como uniforme.
Já o Maior de Minas, o Cruzeiro escolheu a cor da camisa italiana, o belo Azul.
Biandronno fica no meio deste princípio de novos ares.
Fincado aos pés dos Alpes suíços e ao lado de um dos maiores lagos da Itália, será palco de mudanças de rotas.

De ares límpidos, limpas serão as almas que em Biandronno atracarem.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Itália mia



Emabrque italianos no  Porto de Genova - http://familiavignoli.blogspot.com.br/p/imigracao-italiana.html












O Brasil desde seu descobrimento sempre foi um sonho dourado dos europeus capitaneados por Portugal.
Desde sua descoberta pelos portugueses, milhões de europeus, asiáticos e africanos desembarcaram na terra de Cabral.
A cultura brasileira possui laços fortes com os africanos, europeus e japoneses – neste caso deixo de falar em asiáticos, pois a imigração japonesa foi a única a fincar os pés nas terras do pau Brasil – devendo a estes imigrantes, mais os nativos, os acertos e desacertos do Brasil chegar onde chegou. Por não ter compreendido as diferenças de cada um dos pioneiros, para impor os limites necessários na construção de uma nação ainda em seus primeiros passos, pagamos hoje uma fatura alta, de desvios de caráter de uma boa parte dos que aqui enterraram seus umbigos.
Do continente europeu, temos alemães, holandeses, espanhóis, naturalmente portugueses e a mais forte de todas, os italianos.
O cordão umbilical que liga brasileiros e italianos iniciou-se próximo a 1.830, quando aportaram em alguns portos brasileiros, navios com milhares de italianos, incentivados pela monarquia portuguesa, que em breve perderia seu trono na terra de Ruy Barbosa.
Os italianos fincaram os pés em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e nos demais estados brasileiros tiveram participação menor, Minas Gerais, Rio de Janeiro, ainda receberam alguns conterrâneos do Paulo Rossi, nosso carrasco em 1982.
Os italianos foram responsáveis pelo avanço industrial de São Paulo, tendo na linha de frente o Sr Matarazzo, no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, fortaleceram a lavoura, ajudando e impulsionando o desenvolvimento da insignificante área rural brasileira, que só produzia cana de açúcar, café e extinguia o pau Brasil, com sua estratificação predatória.
Entre os bambinos que desembarcaram no porto de Santos em fins do século 19, oriundo de Paese, comuna de Treviso, estava Ferdinando De Lazzari, que, acompanhando os pais, vinha para trabalhar nas lavouras de café.
Casou-se com uma compatriota, Maria Battaglini, em Laranjal Paulista, à época distrito de Tieté – SP.
Entre os herdeiros, estava Hermínio Delazzari, que após casar-se com Adelaide Battaglini, tiveram quatro filhos, Luis Carlos, Paulo Delazari, Sueli Delazari e Edina Delazari, vejam que aqui o cartorário brasileiro já mudou o de Lazzari, para Delazari, mas o que importa é a origem, sanguínea e pátria.
Me envolvi nesta famíglia da terra do vinho e do queijo, através da Jaqueline Delazari, filha da Edina.
Mineiro, nasci na terra do queijo, especiaria que me faz a cabeça, e a bebida, a que me dá prazer, sempre o foi, o vinho.
Sem saber o DNA das origens, o DNA palatável carrega suas preferências.
Os que um dia vieram, criaram caminho para os que um dia desejem voltar.

Na vida o caminho só é de ida dependendo de onde você parte, o mesmo que é de ida, pode ser o de volta.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Osvaldo Foroni



Adicionar legenda



















Pessoas especiais, sempre apresentam coisas ou características que os identificam como tal.
Mas, uma característica de uma pessoa mais do que especial para mim e para minha vida, é ter duas datas de aniversário. Coisa de italiano.
Ainda nos resquícios e sofrimentos provocados pelas violências das guerras. O italiano em questão, é filho de um italiano direto e que atracou por aqui no auge da segunda guerra mundial, e o meu italiano em voga, nasceu em terras brasileiras e para protegê-lo, o italiano padre, proporcionou-lhe esta possibilidade de ter duas datas natalinas.
O Foroni, Emílio, extremamente querido, trabalhador ao extremo, em sua função de padre – pai – quis proteger o pupilo recém nascido, de ganhar um ano em apresentação em uma possível guerra, onde pudesse ser convocado para a frente de batalhas.
Então, nasceu em uma data e registrado em outra. A que prevalece é a do registro.
Batalhas é o que não faltou na vida do Foroni, Osvaldo, nosso personagem, filho bem criado, amante do trabalho e corintiano.
Iniciou cedo a labuta, na máquina do arroz do pai, o sítio, na padaria do sogro.
Estudou com muito esforço e longas viagens, formou-se e virou professor juntamente com a amada que atravessou seu caminho a dona Edina Delazari, casaram-se novos, o que era o hábito à época.
Pai de quatro belos e educados filhos e filha, dedicou-se à vida de mestre.
Homem de boa cultura e posições ideológicas firmes, sempre acompanhando os passos do querido cunhado Luiz Carlos Delazari, virou político.
Eleito vereador com a maior votação individual proporcional na história de Colorado, fez em 1982, mais de 7% dos votos válidos, Secretário Municipal da Educação, foi eleito em 1988 Vice Prefeito, Secretário Municipal da Administração.
O irmão mais velho do contador de piadas Tio Sérgio, do Tio Olivar, do Tio Paulo, do Tio Sidiney, do Tio Davi, da Tia Olinda e da Tia Odete  ainda foi chefe do Ciretran em Colorado por 8 anos, mas de tudo, sua maior paixão é cuidar de boi, cultivar uma horta e pescar.
O filho da Vó Nair tem como fiel escudeiro o Zé Soares, parecem siameses, amigos, sócios, colegas de trabalho, se fossem irmãos não seriam tão grudados e se respeitariam tanto. Concordam até quando discordam.
De enorme coração, o pai do Alexandre, do Bruno e do Rafael é amante de uma boa comida e de um enorme prato de salada, aprendeu a tomar vinho, mas gosta mesmo é de dar umas bitocadas numa cachacinha antes da janta, apenas uma, no máximo.
O pai da Jaqueline, que é o que nos unem, adora uma mesa farta, comida de sobra, churrasco cheio de variedades, quando aparece em casa, já traz a carne que vai comer no almoço, na janta, e por dias seguidos, a economia do mercado é significativa quando hospeda por uma temporada, isto, no máximo uns 3 a 5 dias, se passar, fala que dá bicho.
Avô da Gabriela, do João Victor, do Pietro, da Manu, do Gabriel, do Luiz Eduardo, do Felipe e do Benício, gosta de aprontar com os netos. O Gabriel e o Felipe viveram uma intensa paixão com o Vô, que mesmo severo, fazia todos os gostos e os ensinaram inúmeras coisas, inclusive a matar carneiro, isto eles com 2 e 4 anos.
O sogro da Lilian, Débora, Nicele e deste que aqui é chamado de KKY, não sabe o que faz para agradar-nos com simpatia e bom acolhedor.
Assim desenhou sua vida, a pintou em um quadro colorido, curte e contempla sua prole e agregado e agregadas, mesmo com os percalços no percurso, natural de toda convivência e relação.
Fez e faz uma caminhada séria, ilibada, de respeito e admiração dos que o cercam, do tipo, quem gosta, gosta, quem não gosta é por que não gosta de coisas certas e não está preparado ou preparada para o controverso.
Criador apaixonado de passarinhos, Bicudo, Curió, Sabiá, Canarinho Belga, Pintagol já criou de tudo, extremamente cuidadoso, os trata a pão de ló. Hoje, sua enorme diversão.
O novo vidrado da Netflix, acompanhando as inacabáveis séries e suas temporadas e assistindo a todos os filmes disponíveis, o Foroni, pai, avô, sogro e esposo amado está em novo momento da vida e a leva com a construção da estrada da vida, na mesma batida.

É muito bom estar ao lado dele.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Tio Manoel e Tio Niquim

















Ao iniciarmos nossa peregrinação terrena, trazemos uma carga de informações e relacionamentos que vamos descobrindo e fazendo despertar dentro de nós durante  nossa estadia por aqui.
Assim acreditamos, nós os espíritas, através da boa nova traduzida por Kardec e anunciada no inicio da era cristã por Cristo.
Muitas vezes nos deparamos com situações que, ao refletir em centésimos de segundo, mas, eu já vivi isto, ou ao absorver alguma informação nova, temos a sensação de que já sabíamos sobre isto.
Quantas vezes passamos por alguém que nunca havíamos encontrado aqui na terra, e ficamos com aquela sensação boa de quem já conhecia ou era amigo daquela pessoa.
Nasci na Fazenda Boa Esperança, Sem Peixe, minha adorada Minas Gerais, casa do meu querido avô materno, vô Dedé e da nossa maravilhosa vózinha.
Minha mãe teve nove irmãos, cada um e uma mais querido e querida que o outro, naturalmente que tem que ter um meio urtigão, o nosso é o tio Joaquim, mas, fora suas rabugices, é pau para qualquer obra.
Família grande, naturalmente que alguns tinham que bater perna para fora do lar em busca de suas realizações, seus sonhos.
O Tio Manoel, atracou seu barco em Colorado, apesar do único rio que nasce dentro do município estar totalmente poluído e não suportar nem um barquinho de papel.
Tio Manoel chegou em Colorado por volta de 1968, época áurea da ditadura, e como mineiro bom só existe se gostar de política, político ele era por onde passava.
Acredito que ele tenha ido parar por aquelas bandas por escapadas dos militares, que à época não gostavam de oposição. Até certo ponto relativa, pela desnudez dos que foram presos naquele tempo.
Mais tarde o Tio Zezé foi juntar-se a ele nas terras sagradas colorada.
O Tio Manoel, construiu uma história linda e de enorme respeito em Colorado, não existe uma única voz de quem o conhece que não tenha saudades e elogios à esta grande figura.
Eleito vereador em 1982 pelo MDB, teve atuação destacada, respeito e prestígio na Câmara. Época em que adversários se respeitavam pelas qualidades mútuas, longe desta balbúrdia e pocilgas que viraram as casas de Leis municipais.
Procurei refúgio sob as asas do Tio Manoel em meados de 1983, onde me acolheu e me fez de uma perspectiva menor a visualizar  um mundo com perspectivas diferentes.
Fui trabalhado pelo Tio Manoel pelos seus exemplos e pelas suas infinitas qualidades.
Casou-se e com a Tia Lúcia e construiu sua prole.
Pelas suas qualidades Tio Manoel deixou de ser vereador, e foi cuidar apenas de sua vida e família.
Mudou-se de Colorado e aportou-se em Paracatu, onde virou avô e é a profissão que hoje exerce.
Ainda no plano espiritual antes de reencanar-me, certamente estava programado que eu teria dois pais, e dentro do mesmo seio familiar.
O meu segundo pai, que é pai da Mariane e da Luciane, certamente teve vontade de puxar-me as orelhas, ou dar umas cabresteadas nas pernas, mas nunca o fez.
Dentro de sua postura de Lorde, sempre foi um primor da conversa e da busca em afagar com muito carinho.
De belo sorriso e boas gargalhadas, meu segundo pai, é um ídolo que pude conviver, abraçar, admirar, tê-lo em meu coração e o terei em minhas orações eternamente.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Nô - Raimundo Estevam Ferreira



Nô, Eu e um colega de trabalho.

Carregamos em nossos corações, lembranças e recordações que naturalmente nos acompanham por toda a vida.
Cada um, seleciona em seu sub-consciente aquelas boas, adoráveis, inesquecíveis, e aquelas da qual nos recusamos a recordar.
No meu caso, em minha peregrinação, pelas lindas e belas cidades que tive o prazer de aportar-me e ser acolhido, confesso que contaria nos dedos da mão direita as que não gostaria de recordar.
Do mesmo modo, nas minhas relações profissionais, desde meu inicio como trabalhador, e foi muito cedo, até agora, não recordo de nenhum lugar que eu tenha sentado em uma cadeira para trabalhar, ou ficado em pé em uma porta de um loja, não recordo um momento sequer que não gostaria de lembrar.
Talvez, a única que não gostaria de lembrar seja o momento que tive de retornar para o Paraná, quando estava em Belo Horizonte, mas não algum sentimento negativo com relação à empresa, ao contrário, só tenho boas lembranças e ótimos aprendizados, mas sim, pela vontade de não ter voltado para o Paraná.
Eu queria o colo dos meus.
E mais do que fazer parte de minha vida, o meu inicio de carreira como trabalhador, foi maravilhoso, talvez seja por isto, ou por necessidade, que nunca perdi o prazer e a vontade de trabalhar.
Mudamos de Sem Peixe para Ipatinga, na carroceria de uma pick up do Tio Miguel em 1974, eu com 12 anos, pisava pela primeira vez em um cimento preto, o asfalto.
Em Ipatinga a mãe dedicava à sua escola, o pai à sapataria e os irmãos mais velhos, cada um e uma, se arrumando para trabalhar e ajudar no orçamento.
Eu fui para a Guarda Mirim de Ipatinga, onde tive enormes aprendizados.
Em 1975, o pai era cliente da Casa do Sapateiro, e não me recordo se foi ele, ou a mãe, que conversaram com o proprietário, me arrumaram um trabalho lá.
Sai da Guarda Mirim e fui trabalhar de vendedor com uma das pessoas que mais me ensinou na vida.
O NÔ, um filho da terra de Nossa Senhora da Saúde, Dom Silvério, figura ímpar, maravilhosa.
Ele e o João Teodoro, seu funcionário, me receberam de braços abertos, eu era tratado a pão de ló.
A Casa do Sapateiro funcionava em uma casa velha de madeira, ao lado de onde hoje tem a nova, na 28 de Abril em Ipatinga.
Gostei tanto e o Nô também, que aos 14 anos, para surpresa geral, ele assinou a minha carteira profissional, coisa praticamente impensável naquela época e hoje é proibido.
De sorriso largo e boa praça, toda hora que íamos conversar ele debruçava sobre o balcão de madeira e ficávamos ali falando de tudo e o João era um verdadeiro urtigão, até arrumarmos para ele uma namorada, que acho acabou casando-se com ela.
O Nô morava na própria loja, no sótão, onde tinha uma cama, um guarda roupas e uma televisão.
Foi nesta televisão que assisti em 1976 a final do Cruzeiro e Bayerm no Mineirão - https://www.youtube.com/watch?v=CMPqwxgZve8 .
E foi por minha causa que o Nô, em 1977 foi assistir a um jogo do Cruzeiro e Atlético, uma final, fomos em sua Variant que acabara de comprar, Zero Km, coisa linda. Ele falava que não, mas tenho quase que certeza que foi sua primeira vez no Mineirão.
O Nô era muito amigo do baiano, dono da Casa Amazonas, sempre que pudia, eles estavam conversando.
Esta amizade acabou me ajudando a pegar a assinatura do baiano no abaixo assinado que eu liderei para implantarmos a semana inglesa no comércio de Ipatinga, o Nô foi comigo pessoalmente no baiano e fez ele assinar. Nesta época, em 1980, acho, eu trabalhava na Bemoreira.
Tratava seus clientes com extrema delicadeza, e a cada um a seu modo, os cativavam, ele sempre me ensinava a entender estas diferenças, e a deixar para o cliente a razão, e não vender mais do que o cliente precisava.
O Nô casou-se, mudou a loja de lugar e eu acabei saindo de Ipatinga, mas todas as vezes que voltava à casa dos meus pais, tinha um recado dele para mim.
Na última vez que estive com ele junto com minha mãe, ela estava acertando com ele uma vaga em sua turma de pescaria para levar o meu pai.
Era um presente que o pai acabou não recebendo.
Minha mãe partiu naquele mesmo ano para mais perto dos céus, de onde certamente deve estar acolhendo-o neste momento, pois ela tinha enorme consideração e gratidão pelo Nô.
Valeu meu amigo.
Ainda como, aquele pão com manteiga, embebido no copo de café, e sempre que o faço, falo para os meus e para quem está à minha volta, que copiei isto de você.
Em breve, pois nossa passagem por aqui, o é, nos encontraremos, esta é a única certeza da vida.
Abraços e saudades.




segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Caridade Segundo Paulo de Tarso















Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tivesse caridade, seria como o bronze que soa ou o címbalo que retine.
Ainda que eu tivesse o dom de profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência;
ainda que eu tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, se não tivesse caridade, nada seria.
E ainda que distribuísse todos os meus bens para o sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu próprio corpo para ser queimado, se não tivesse caridade nada disso me aproveitaria.
A caridade é paciente, é benigna, a caridade não é invejosa, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não busca seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;
não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
A caridade nunca falha;
mas, havendo profecias, serão aniquiladas;
havendo línguas, cessarão;
havendo ciência, desaparecerá;
porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.
Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que conhecemos em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino, quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.
Porque agora, vemos como em espelho, obscuramente, então veremos face a face;
e o que agora conhecemos em parte, então conheceremos no todo como somos por Deus conhecidos.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, destas três, porém a maior delas é a caridade.

Fonte:http://www.acaminhodaluz.net.br/v2/artigos/57-a-caridade-segundo-paulo-de-tarso.html