sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Para Dinha





























































Ficamos todos.
Todos os dias.
Mais velhos.
A idade chega e não tem perdão.
Feito as coisas boas, a idade chega.
Feito as coisas a qualquer maneira, a idade chega.
Feito as coisas aos avessos, a idade chega.
Acredito que todos fazemos coisas certas e erradas.
O tempo não perdoa.
Feitas de formas corretas.
Feitas de formas equivocadas.
O tempo passa.
A idade chega, se apresenta.
Para o tempo, não importa se fez de formas corretas ou erradas.
Para o tempo nada disto importa.
Se está certo, ou se está errado.
E quem poderá dizer.
Quem haverá de dizer.
Fizestes certo.
Fizestes errado.
Só você poderá saber, dizer.
Fiz certo ou errado.
O que para muitos é certo.
Para mim é errado.
O que para muitos pode ser errado.
Para mim é certo.
O que haverá de me dizer os atleticanos, palmeirenses, corintianos, americanos.
Eu cruzeirensse da gema, o que para mim é paixão absoluta, para aqueles é loucura.
Algo como amar aquela pessoa.
O que para muitos é loucura, para mim é amor.
A loucura que ela desenvolve, para mim pode ser o que me atrai.
Talvez seja, talvez não seja.
De repente pode ser o arrependimento depois da loucura, desproverbiada.
Ou o perfume do amor pós loucura, pós des provérbios.
Quando passamos pela vida amando, vivendo,amando, gozando, tendo orgasmos.
Não podemos achar que fizemos errado.
O amor é a coisa mais certa que existe.
Sinônimo de paz.
O problema é quando se passa pela vida sem amar,feito uma múmia, sem gozos e sem orgasmos.
Aí a vida não haverá de ser perdoada.
O tempo não haverá de contá-la como parte integrante do tempo.
O tempo haverá de dizer.
Este, ou aquela, não existiu.
Não foi nada, simplesmente nada.
Quando passamos a vida ao lado do tempo, a idade nunca chega.
Ela simplesmente nos acompanha.
O amor amuderece, renasce diariamente, encontra encantos em qualquer canto.
Quem caminha com o tempo, o amor protege a idade, cria uma redoma.
A idade amiga fiel do tempo, passa a ser amiga, companheira, fiel escudeira.
O que a vida faz, o tempo reverencia.
A vida, o tempo, faço, fiz.
O que importa, é que o tempo passe, a vida avance e que seja feliz.
Felicidade, feliz idade.
O tempo, quando a vida é levada, vivida, amada, passa a ser um tempo feliz.
Feliz.
Sempre feliz, a idade não o diz.
Só o tempo, tempo de sempre ser feliz.

Gabriel em Fantasma da Ópera





Click abaixo e acompanham o mais novo artista da família.
Gabriel em versão Fantasma da ópera.
http://www.youtube.com/watch?v=tZUAK_JlYms

sábado, 10 de outubro de 2009

Uma xícara exalando o aroma de um bom café estimula o corpo e a mente




Barista caseiro
Com grãos e cafeteiras especiais, servir o café perfeito virou um programa doméstico
CELSO MASSON







Uma xícara exalando o aroma de um bom café estimula o corpo e a mente. Suas fragrâncias convidam a um mergulho na história e a uma viagem pelo mundo. Originária da Etiópia e difundida para a Europa e o Oriente a partir do século XV, a bebida que os árabes chamaram de qah’wa e os turcos de kahve(as duas palavras significando “vinho”) chegou a ser proibida tanto no mundo islâmico quanto em países europeus. O motivo era a alteração do humor que o café provoca.
Essa foi também a razão de seu sucesso planetário. Nos últimos anos, surgiram até torneios internacionais para baristas, os profissionais que dominam a arte de preparar os melhores espressos. As máquinas caseiras e os grãos para gourmets viraram uma febre e abrem espaço para abandonar de vez o velho bule e o coador.
Não é à toa que é de origem italiana a palavra espresso, que define a bebida obtida por meio de máquinas em que a água, quente e sob pressão, passa pelo pó. Foi na Itália que surgiram os primeiros aparelhos que tiravam esse tipo de café. Também é italiano o termo barista, nome dado ao profissional treinado para servir bebidas excepcionais. Ele está para o café como o sommelier para o vinho e o barman para os coquetéis.
No Brasil, país que é o maior produtor de café do mundo, com 25% da produção global, o mercado caminha para o que os especialistas chamam de “premiunização”, ou seja, a busca de grãos mais elaborados. Os números da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostram que nove entre dez brasileiros com idade acima de 15 anos tomam café todos os dias. Em 2008, o consumo per capita foi de quase 76 litros por brasileiro. A previsão da Abic é que o consumo cresça 3% neste ano. E que a participação dos cafés especiais passe dos atuais 5% para 15% do total nos próximos cinco anos.
“Assim como ocorreu com o vinho, há uma evolução natural do consumidor brasileiro, que está num processo de globalização e procura produtos premium”, diz Martin Pereyra, diretor da Nespresso no Brasil. De origem suíça, a Nespresso é uma das marcas que difundiram o hábito de preparar café a partir de um sistema que usa a tecnologia de cápsulas, desenvolvida nos anos 1960. A vantagem desse sistema é que ele evita a oxidação do pó, preservando o aroma e o sabor. “É como abrir um pacote a cada vez que se prepara um espresso.” Para consumo doméstico, a Nespresso vende 16 variedades de café grand cru (expressão francesa usada no mundo dos vinhos para as melhores bebidas).
A exemplo da Nespresso, a linha Dolce Gusto, da Nestlé, também adotou o sistema de cápsulas e oferece seis variações, incluindo cappuccino e latte macchiato. A máquina que prepara as bebidas é fabricada pela Arno (leia mais no quadro) .


O SEGREDO DO CREME
Quem aprecia um bom espresso sabe que sua cremosidade faz toda a diferença. Para obtê-la, é preciso ter um pó de qualidade. E fresco. “Torrou, tem de preparar rapidamente”, diz Silvia Magalhães, a mais premiada barista do país e a única brasileira finalista num campeonato mundial do ramo, no Japão, em 2007. Silvia, que também é professora da UniOctavio – Universidade do Café, em São Paulo, afirma que um bom espresso depende de quatro emes: a máquina, o moinho, a mistura (miscela, em italiano) e a mão.
A máquina precisa garantir a pressão e a temperatura da água, que deve passar pelo pó a 90 graus célsius. O moinho precisa estar regulado para o espresso: nem tão fino, como o usado no café turco, que deixa uma borra no fundo da xícara, nem grosso demais. Numa gradação de um a dez, sendo um o mais fino e dez o mais grosso, o ponto do espresso seria em torno de três. A mistura (ou blend) é normalmente feita por provadores profissionais, contratados pelas cafeeiras para combinar diferentes qualidades a fim de obter as melhores características de aroma e sabor no blend final. Por fim, o bom café depende da “mão” de quem o prepara(leia as dicas) .
Os principais atributos que determinam a qualidade da bebida são o aspecto, o aroma, o corpo, a acidez e a doçura. “Quanto mais doce, melhor”, diz Silvia. São defeitos a adstringência excessiva (ou seja, o café que deixa a boca seca) e a acidez que lembre o vinagre.
Em busca da xícara perfeita 
Cinco passos para extrair em casa o melhor café espresso

1. Moer os grãos de café na hora
2. Colocar entre 7 e 9 gramas de pó no porta-filtro
3. Compactar o pó com uma força de 20 quilos (uma dica é virar o porta-filtro após pressioná-lo; o pó não pode cair nem se soltar)
4. Uma xícara padrão brasileira tem 50 mililitros. Ela deve ser enchida em cerca de 25 segundos. Se for muito mais rápido, o café fica ralo. Se for muito mais devagar, ele fica com gosto de queimado
5. A cremosidade será a ideal se a espuma tiver 3 mililitros de espessura, com a cor caramelo, e salpicada de pintas escuras


OS SABORES DO MUNDO
Até pouco tempo, era quase impossível encontrar no Brasil os melhores blends internacionais para consumo doméstico. Agora, já estão à venda grãos produzidos na Colômbia, no Quênia, na Etiópia, na Costa Rica e em Papua Nova Guiné. Numa degustação da qual ÉPOCA participou, mereceu destaque o café queniano, produzido em solo vulcânico – o que dá à bebida aroma de frutas vermelhas. De doçura acentuada e acidez cítrica, chega a lembrar um suco de laranja.
Das variedades nacionais, é bastante apreciada a Alta Mogiana, que tem esse nome porque é cultivada nessa região, no centro do Estado de São Paulo. Seu sabor lembra chocolate, caramelo e baunilha. Nozes e avelãs são as marcas do café do sul de Minas Gerais, enquanto os da Zona da Mata mineira são mais cítricos. O café do Planalto Baiano, com sua riqueza de sabores, tem potencial para conquistar mercado no exterior, segundo os especialistas.
As cafeteiras 
Saiba o que procurar na máquina e como escolher o modelo ideal 

Antes de escolher uma máquina de espresso para sua casa, leve em conta suas necessidades e seus desejos. Se você prefere praticidade, as que funcionam com cápsulas ou sachês são ideais. Se quiser encarnar o barista e extrair todo o sabor e aroma do café moído na hora, prefira as manuais, com ou sem moinho, que pode ser comprado à parte.

Ao contrário do que se pensa, portanto, kebab não é sinônimo de sanduíche


Kebab não é sanduíche, é o churrasco das arábias
Por que o enrolado de kebab é chamado dessa maneira, como surgiu e como pode ser preparado esse delicioso prato do Oriente Médio
LAURA LOPES




Kebab, souvlaki, kabob, kabab e michuí são nomes diferentes para um mesmo prato: carne grelhada, normalmente cortada em cubos. O primeiro é usado na Turquia, o segundo, na Grécia, o terceiro e quarto, no Irã, e o último, no Líbano. Muda o país, muda o tempero, mas o espírito do prato permanece o mesmo. A carne é colocada no espeto e cozida na horizontal ou na vertical. Este é o shish kebab da Turquia. Se é grelhada no espeto vertical giratório, o mesmo equipamento usado para fazer churrasquinho grego no Brasil, leva o nome turco de döner kebab, shawarma para os árabes ou gyrus na Grécia. Daí o nome do churrasquinho popular e de baixo custo, ainda que a carne, os temperos e os acompanhamentos sejam completamente distintos daqueles usados na Grécia. 

Ao contrário do que se pensa, portanto, kebab não é sinônimo de sanduíche. Ele é, na verdade, seu recheio. E pode vir dentro do pão, sobre o pão, sozinho, com legumes, couscous, arroz com aletria, pastas... "O kebab se popularizou na Europa, onde ficou conhecido como sanduíche. Foi levado para a Alemanha pelos imigrantes turcos depois da Segunda Guerra", diz Rodrigo Libbos, chef do Kebab Salonu, de São Paulo. Ele explica que os brasileiros normalmente visitam a Europa, e não o Oriente Médio. Por isso cometem o mesmo erro dos europeus ao nomear o prato. "A diferença da Europa para a Turquia é que lá pegou o kebab enrolado, que é o sanduíche. No Oriente Médio, monta-se a carne em cima do pão, ou no prato, com outros acompanhamentos", afirma. 



Com as mãos

É comum comer com as mãos nos países árabes, por isso a carne é cortada em cubinhos. A pessoa parte o pão e o usa para pegar a carne. Depois, molha tudo em alguma pasta ou molho, normalmente à base de tahine (pasta de gergelim), coalhada ou tomate. "Os pratos são feitos para se pegar com pão. Por isso ele é fininho", afirma Libbos. 

A história do kebab é mais antiga que os costumes atuais. O chef conta que, durante o Império Turco-Otomano, que teve o seu auge no século XVII, os soldados em guerra não possuíam aparatos de cozinha nos campos de batalha. Assim, abatiam algum animal, cortavam a carne em cubos e a espetavam na espada. Depois, levavam ao fogo para grelhar. Assim nasceu o prato. 






A principal carne usada no kebab é a de cordeiro, uma vez que praticamente não há criação bovina no Oriente Médio. Nas regiões banhadas pelo Mar Mediterrâneo, os peixes também vão para o espeto. Na Grécia, que é um país cristão, a carne de porco é bastante comum – o contrário do que acontece nos países muçulmanos e judeus, em que a religião não permite que se coma porco. O frango também é encontrado, com mais frequência quando feito no espeto giratório, segundo Libbos. 

Por aqui, quase tudo vira kebab: legumes, queijos, frutos do mar, carne bovina e até frutas. A forma como a carne é cozida varia, bem como no Oriente Médio: na grelha, forno, chapa, panela... A grelha pode ser horizontal ou vertical, de carvão, a gás ou elétrica. Giratória ou fixa. A carne, em cubos, moída (em forma de kafta ou almôndega, chamada kofte) ou fatiada (quando preparada no espeto giratório). Kebab é o churrasco da arábia, que diferente dos países sulamericanos, em que a carne é assada em grandes pedaços e temperada apenas com sal, lá é tudo picadinho ou fatiado e com uma boa dose de especiarias, ervas e temperos frescos. Uma delícia. 



Receita: Kebab de Panela de Cordeiro e Amardimdo Kebab Salonu (2 pessoas) 





Ingredientes: 
• 300g de pernil de cordeiro sem osso 
• 2 colheres de sopa de manteiga
• 2 pitadas de páprica picante 
• sal a gosto 
• Amardim (damasco em pasta) 
• Pão yufka, folha ou Pita 
• Legumes (mini-tomate, cebola echalote, picles de pepino, salsinha, limão e pimenta fresca) 

Preparo: 
Limpe o pernil e corte em cubos. Tempere com sal e páprica picante. Grelhe a carne na churrasqueira ou leve para salteá-la na frigideira. Assim que os cubos estiverem dourados por fora, passar para uma panela e cozinhar como um guisado, lentamente, até que a carne esteja muito macia e solta. Escorra para retirar o excesso de líquido. Numa vasilha, coloque os cubos já cozidos e adicione manteiga. À parte, aqueça um pouco de água e derreta o amardim (pasta de damasco) até engrossar. Sirva os cubos de carne em cima do pão sírio (yuka, folha ou pita) aquecido em frigideira. Coloque a pasta de amardim derretida por cima da carne. Grelhe os mini-legumes, a pimenta, corte o limão e sirva tudo com salsinha. Fica ótimo se acompanhado de coalhada seca. Bom apetite!

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI96612-15228,00-KEBAB+NAO+E+SANDUICHE+E+O+CHURRASCO+DAS+ARABIAS.html

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Amor se escancara, não se esconde, não se oculta, não se valoriza
















Irmã univitelina do amor, a felicidade só existe, com a presença deste.
Vivemos em busca permanente da felicidade.
Nos auges da juventude, quando a jura secreta do amor eterno prenuncia, nos dispomos a andar descalços sobre roseiras espinhosas, escalar montanhas de gelo, atravessar mares a nado, pular de para-quedas e até virar vegetariano.
Na luta em busca da felicidade, não se pode desprezar o amor.
Este tem que estar presente, sempre, a qualquer hora, minuto, segundo.
A caminhada da felicidade, nos torna maridos, esposas, filhos, filhas, genros, noras, cunhados, cunhadas, tios e tias.
Adjetivos se agregam.
Hábitos se refazem.
Sabores, fragrâncias, gosto musical, literário, tudo passível de adequação.
Se neste período da busca da felicidade, estas coisas não se encontrarem, cuidado.
Sua felicidade corre perigo.
Mesmo que o amor não se ausente.
Política e outras coisas de maior ou menor importância, não faz muito importância.
A felicidade, irmã univitelina do amor se ajeita nestes momentos.
Afinal que diferença faz.
Discutir os interesses do município, estado ou da nação, com quem está a favor ou quem está contra, desde que o amor esteja a tira colo.
Pizza de massa grossa ou fina, beijo na chuva, engolir o chiclete, beijo adormecido, sorriso amassado, tudo vale.
É a felicidade, é o amor.
Somos apenas minúsculos grãos de areia, nesta praia.
Uma coisa que não se negocia, admite-se no máximo uma simpatia, é quando se fala do futebol, do clube do coração.
Neste ponto a felicidade não pode mudar de camisa.
Este amor é eterno.
Ou é feliz ou não é.
Não tem como se tornar meio feliz, ou meio triste.
A exceção é quando a outra parte, neste caso, a tampa da panela, é de outro estado e torce igualmente por time de outro estado, mesmo assim, com ressalvas.
Você nunca pode aderir ao outro, apenas tolere a felicidade do outro, da outra.
Neste ponto, quando a felicidade já está avançada, não divida o amor dos penduricalhos pelo time alheio.
Tudo bem, uma certa simpatia, mas os penduricalhos, têm que torcer para o seu time.
Simpático sim, amar não.
Filho que se preze torce para o time do pai.
Ponto final.
Vejo pessoas que andam pela vida, com uma nota só, com a vida solo.
Mesmo com idades já em crédito com o todo poderoso.
Principalmente os que nunca tiveram parceiros ou parceiras para encontrar a felicidade.
Os que já o tiveram tem lá suas razões para ficarem no samba de uma nota só.
Mas, como uma pessoa pode andar por esta vida, trombando com a realidade da procriação, sem tentar ser feliz, compartilhando suas inexoráveis qualidades?
Sonhar com os pentelhos dos filhos, filhas.
Viver e amar suas vidas, alegrias, tristezas, peraltices, compartilhar seus sonhos.
Como?
Ela poderá se apegar a mil desculpas ou razões, mas é quase inexplicável.
Por mais desqualificado que possamos ser, tanto o a, quanto o b, haverá de ter uma coisa boa para se encontrar a felicidade.
O amor, a felicidade.
Como prestar conta de nossa vida a São Pedro, quando ele perguntar.
- Ô jovem, quantas esposas você teve?
Quantos filhos criou, educou?
Qual o valor da fatura desta pessoa perante a santidade?
Como saber a felicidade de ser pai, sem ser?
Como saber a felicidade de ser mãe, sem ser?
Não estou nem dizendo no caso específico da geração.
Dádiva divina, da criação.
Como experimentar o gosto de enfrentar a briga de dois filhos, ou filhas?
Como se posicionar, no conflito com o sexo oposto, a outra banda da felicidade, sem imaginar nas conseqüências dos atos?
Ô tudo bem.
Tô indo para a casa dos meus pais, falou parceiro.
É duro.
Não é assim.
É mais fácil imaginar o amor sonhado, a estrada percorrida, as conquistas, as vitórias, do que ficar ao choro dos cacos quebrados, estes quebrariam na caminhada solo também.
Amor é impossível sem ser feliz.
Ser feliz, é impossível, sem ter dentro do peito, o amor.
As tempestades que rondam as cucas dos que querem ser felizes, viram orvalho nos corações daqueles que possuem o amor.
Amor, singelo ou intenso, novo ou velho, é pressuposto da felicidade permanente.
Amor não se renova.
Não é objeto.
Amor não aceita justificativas.
A felicidade o justifica, ou é feliz, ou é infeliz.
Amor se constrói, todos os dias.
Todas as horas.
Todos os minutos.
Todos os segundos.
Amor se escancara, não se esconde, não se oculta, não se valoriza.
Ele é sentimento único.
Ele é a cara da felicidade.

sábado, 3 de outubro de 2009

Deliciem abaixo, momentos históricos com Tancredo Neves




O jornalista da Veja, Augusto Nunes, publica no sitio da editora, em sua coluna, maravilhoso trabalho envolvendo momentos do Tancredo de Almeida Neves, a velha raposa.
Eu tive o prazer em votar nele para governador.
Votei em Itamar Franco para Senador, no primo da minha mãe para Deputado Federal, Carlos Cotta e um amigo do Arcanjo Evangelista Paschoal vereador de Ipatinga, um tal de Iran.
Derrotamos com muito suor Eliseu Rezende que era Minsitro dos Transportes do governo João Batista Figueiredo e hoje é Senador, apoiado que foi pelo Aécio Neves.
Naqueles idos de 1.982, o Aécio tinha uns 22 anos, era pouco mais velho do que eu, eu tinha 20 anos.
Foi um momento ímpar para mim.
O Tancredo era fascinante, tive em vários momentos encontros com a presença dele, naquela época apertar as suas mãos já dava para sentir a sua fragilidade física.
Ao aperta-la ela ia junto.

Eram iminentes a decretação da anistia e a volta do sistema pluripartidário
















“Fazer visita é bem melhor que ser visitado”
Tancredo Neves

O senador Tancredo Neves batia todo fim de tarde na porta do apartamento do deputado  Thales Ramalho em Brasília. Eram sempre três batidas compassadas, sempre na porta dos fundos. Embora imobilizado numa cadeira de rodas desde o acidente automobilístico sofrido em 1976, Thales fazia questão de atender pessoalmente à chamada em código. E então Tancredo perguntava se havia mais alguém por lá.
Quase sempre havia: forçado a evitar deslocamentos cada vez mais dolorosos, o secretário-geral do MDB acabou transformando o apartamento 101, Bloco D, SQS 302 numa extensão do gabinete no Congresso. Levemente contrariado, o senador mineiro pedia a relação dos presentes. Se nenhum dos nomes lhe causasse desconforto, juntava-se à conversa por duas doses de uísque com gelo e menos de meia hora.  Tancredo sempre tinha pressa.
Tinha tempo de sobra se podia conspirar longe de testemunhas com o parceiro de quem se tornara amigo quando frequentavam a escola do velho PSD. Nascido no Rio Grande do Norte, adotado pelos eleitores de Pernambuco, Thales era deputado federal desde 1967. No outono de 1979, o discípulo e o mestre tocavam de ouvido.
─ Tancredo acabou de sair ─ soube ao entrar no começo da noite na sala onde o anfitrião acariciava um copo de uísque.  ─ Conversamos quase duas horas ─ deu outro gole.
Thales bebia bem, sobretudo depois do encerramento de outra maratona de conversas vespertinas.  A agenda andava carregada, assunto era o que não faltava. Um ano e tanto, aquele. O AI-5 foi revogado no dia 1° de janeiro. Em 15 de março, o general João Figueiredo assumiu a presidência da República disposto a concluir o processo de abertura política iniciado no governo Ernesto Geisel. Eram iminentes a decretação da anistia e a volta do sistema pluripartidário. Qual desses temas teria deixado a dupla mais excitada? Nenhum deles, surpreendeu-me a informação seguinte:
─ Aprendi mais uma com Tancredo: fazer visita é bem melhor que ser visitado.
Thales então reproduziu a aula desde o começo. O senador, explicou, só tinha conseguido encontrá-lo sozinho na terceira tentativa. Dois dias antes, não passou da soleira porque havia muita gente na sala, que continuava cheia de gente na véspera. Ficou vazia no meio daquela tarde.
─ Até que enfim ─ suspirou Tancredo enquanto se acomodava no sofá. ─ Está ficando cada vez mais complicado conversar aqui. Você precisa aprender a visitar mais e receber menos visitas.
─ Eles telefonam e avisam que estão a caminho ─ explicou Thales. ─ Não posso fazer nada.
─ Pode. Quando alguém diz que quer vir à minha casa, vou logo dizendo que faço questão de homenageá-lo com a minha visita. Se estiver a caminho, peço que volte.
Faz sentido, pensou Thales.
─ Fazer visita só tem vantagens ─ continuou a aula. ─ Quem vai à casa de alguém come a comida do dono, bebe a bebida do dono e, melhor que tudo, escolhe a hora de ir embora. A pior coisa do mundo é aguentar visita que fica duas horas além da conta.
Faz sentido, achou Thales outra vez. Mas havia um problema: se passava todo o tempo numa cadeira de rodas, como poderia desandar a fazer visitas?
─ Deixe sempre muito claro que você tem essas dificuldades todas ─ liquidou a questão Tancredo Neves. ─  Além de feliz com a visita, o visitado vai ficar muito comovido.
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/secao/bau-de-presidentes/