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Risoto, de Domingo, Bacalhau com brócolis

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Almoço de Domingo sempre foi algo muito especial. Ainda em Sem Peixe, recordo-me com orgulho de sempre almoçarmos com a Vozinha e o Vozinho. Coisa mais maior de grande. Macarronada com massa de tomate, e queijo curado ralado na hora. Frango com quiabo, angu e feijão batidinho. Frango frito e carne de porco de lata (carne de porco frita na sua própria gordura em pedaços grande, e colocados em latas de 20 litros juntos com a gordura). O Vozinho fazia questão de comer a sobre coxa do frango, o que pela lei da gravidade segui. Mas, àquela época, o meu pedaço do frango era o pé e um lado do encontro do peito, que após eliminadas todas as carnes possíveis, sobrava um osso em V, que na nossa magia de OZ, servia para fazermos apostas, após colocarmos na chapa do fogão a lenha para que desse uma enxugada e ficasse quebradiço, aí cada um puxava de um lado da peça e aquele que ficasse com o maior pedaço do osso ao partir, ganhava a aposta. Coisa de cinema. Mais tarde, já em Ipatinga, c...

A Felicidade, Estrelinha e o bacalhau

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Não sei qual a dimensão da felicidade. Sei que fazemos movimentos e somos provocados a fazê-los, sem percebermos o alcance que terão. As surpresas proporcionadas pela irresponsabilidade do filho pode lhe oferecer um preocupante inicio de dia. A felicidade com a cara amassada que adentra a porta de nossa casa, mostra que preocupação boa foi aquela em que perdemos noites de sono porque o rebento estava com febre ou fez xixi na cama. Pastel na feira acompanhado da polissílaba Gabriela não tem preço. Comer Tucunaré assado, vindo da bacia amazônica é para poucos, mesmo que as lorotas ouvidas quase te provocam saudades do otorrinolaringologista. Ir ao circo assistir as palhaçadas do palhaço Estrelinha e de todo o seu enorme elenco, ao barulho dos batimentos cardíacos da Gabriela, de tanta felicidade, por seu debute circense é algo de guardar na memória. Rever projetos, sonhos e vontade de fazer coisas maravilhosas e tão simples, mas distantes das mãos, é algo ...

Mulher, minha, nossas

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Dia da Mulher. Dia da minha vó. Dia da minha Mãe. Dia das minhas tias. Dinha das minhas irmãs. Dias das minhas primas. Dia das minhas amigas. Dia das minhas professoras. Dia mais do que importante. Dia do único ser capaz de gerar um filho teu. De amamentar um filho teu. De acordar a qualquer hora pelo filho teu. De passar fome pelo filho teu. De morrer pelo filho teu. De alguém que educa filho teu. Até hoje só conheci um filho que morreu por você. Cristo. Mulher, sinônimo de divindade. Beijo no coração de cada uma delas. Das minhas duas, da minha única, das minhas únicas. De todas as mulheres que fazem parte da minha vida.

O que será

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O que pode ser, que não é e nunca poderá vir a ser? O que poderia ter sido, Que não é e nunca será? O que será, Que não é e que nunca foi? O que o tempo diz, Que o tempo com o tempo,não tenha dito? O  que a esperança alimenta, Que a vida deixou para trás que a esperança alimentava? O que o amor constrói, Que o ódio e ou a indiferença não tenham prevalecido? O que a fome sacia, Que o desperdício e a gula não tenham consumido? O que será, Que o tempo disse, Que a esperança alimentou, Que o amor construiu, E a fome saciou? O amor, o tempo, a fome e o poder.

Amor, sublime amor

  Que mundo nos é ofertado, quando ainda estamos nas entranhas de nossas mães? Qual perspectiva de vida, que a vida vindoura nos oferece? Nascemos num ato de amor. Por nove meses, por amor e muita paciência, esperanças, expectativas e sonhos somos gerados. Percorremos caminhos estreitos para o nascimento, e esta perspectiva nos acompanhará pela eternidade. Somos tratados feito cristais nos primeiros anos de vida. Somos embalados em lindas canções e carregados com toda segurança, para nunca nos sentirmos desprotegidos. Numa freqüência avassaladora somos abastecidos de informações. Sobre o bem e o mau. Sobre o perfeito e o imperfeito. Sobre o céu e o inferno. Sobre a vida e a morte. Sobre os anjos e os demônios. Sobre o que nos pertence e o que não nos pertence. Sobre o sim e o não. Sobre saber respeitar o semelhante, o jovem, a senhora, o idoso, a terra natal e a pátria. Numa freqüência de sonhos somos informados da importância do que ser, para s...