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17 de Maio da mais bela

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Hoje, dia de aniversário de minha querida e amada mãe. Muitos anos passamos juntos. Muitos anos passamos olhando-a nos olhos. Muitos anos passamos abraçando-a, beijando-a. Muitos anos passamos ouvindo sua estridente voz. Muitos anos passamos ouvindo seus sábios e maravilhosos conselhos. Muitos anos passamos acompanhando seus passos, que ao lado dos nossos, nos faziam sentir seguros, firmes e sonhadores, lutadores. Muitos anos passamos ouvindo-a nas mais belas orações, com as mais belas canções saindo com uma voz de alegria. Muitos anos passamos sorrindo com seus escandalosos sorrisos. Minha, nossa linda e bela mãetildes, quanto tempo sem ver-lhe os olhos. Minha, nossa linda e bela mãetildes, quanto tempo sem poder abraçá-la, beijá-la. Minha, nossa linda e bela mãetildes, quanto tempo sem poder ouvir aquela voz que estalava com tons maravilhosos em nossos ouvidos. Minha, nossa linda e bela mãe como são caros a ausência de teus conselh...

Meu domingo de Maio, abolição da escravatura, dia das mães

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Mês de Maio e sagrado mês das Marias, sagrado mês do inicio do fim da miserabilidade da humilhação humana, a Escravidão. Com muita saudade, minha memória me transporta a Sem Peixe, me transporta à voz de Agnaldo Timóteo, me transporta às rezas, novenas do mês de Maria. O mês de Maria, as barraquinhas na praça São Sebastião, bingo de bolo, frangos assado, leitoa assada, pudim, caçarola e os inesquecíveis oferecimentos de música pelo alto falante da Igreja, e na aveludada voz de Agnaldo Timóteo a música que mais ouvíamos e oferecíamos, era Mamãe Estou tão Feliz, http://www.youtube.com/watch?v=GAdmrKlQs2g , custava ao preço de hoje, talvez, um, dois reais para oferecermos a música. - E agora com o oferecimento de Carlinhos de Matildes. Cantada por Agnaldo Timóteo, Mamãe Estou tão Feliz. Carlinhos oferece para sua querida mãe e para todas as mães de Sem Peixe.                 Era o...

Eu, a sociedade e a criatura humana

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A corrupção faz parte da curiosidade humana. Por curiosidade Adão e Eva deram origem ao pecado. Pecar faz parte da natureza humana. Fazer coisas certas e erradas fazem parte da natureza humana. O que os homens precisam fazer prevalecer são as suas leis e as instituições que protegem suas leis. O que os homens e mulheres brasileiras precisam fazer, é exigir que as instituições criadas para fazer cumprir as Leis façam a sua parte. O que os homens e mulheres brasileiras precisam fazer é lutar para que através dos votos nas eleições mudem os perfis dos seus representantes, para limitar a bandalheira e a roubalheira. O que os homens e as mulheres brasileiras precisam fazer, é que cada um faça a sua parte, reciclem seus pensamentos, suas atitudes e mostrem aos seus filhos que existe um mundo lá fora carente de atitudes éticas e morais. O que os homens e mulheres brasileiras precisam saber é que o jeitinho brasileiro, impregnado no seio da sociedade brasileira ...

Felicidade, Feliz cidade, Feliz idade, Feliz si dá

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Felicidade, qual sua origem? Onde mora, localiza, onde é sua estadia? Estás entre os céus? Estás entre as estrelas? Estás entre o belo brilho da lua? Felicidade, qual sua origem? É uma Feliz idade? Que idade? A idade da concepção? Nos corações dos pais, nos brilhos de seus olhares? A idade do nascimento? Na dor do parto da única e maravilhosa mãe? Na emoção transbordante do lunático pai? Na alegria dos primeiros passos? Na alegria das primeiras palavras? Na marca da primeira travessura? Na marca das primeiras notas escolares? Na imagem dos primeiros passos do balé? Na imagem dos primeiros pulos de jogar maré? Felicidade, ô felicidade, quem és tu? És feliz idade? A idade da metamorfose da voz, dos primeiros pentelhos? A idade do primeiro sutiã? Da primeira gota, que não a do suor, da porta do amor? Ah! Felicidade, que és? A idade do primeiro namorado. Do primeiro beijo na mulher amada. Do sonho d...

Caminho há 40 anos nesta toada

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  “Aprendi a respeitar as idéias alheias, a deter-me diante do segredo de cada consciência, a compreender antes de discutir, a discutir antes de condenar. E já que estou em veia de confidências, faço uma ainda, talvez supérflua: detesto os fanáticos com toda a alma”. Norberto Bobbio

Abelha que te quero bela

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Como é difícil satisfazer a abelha em época de seca Sua fome de forma arrasadora a torna inquieta Como é belo o voar da abelha para sua colméia Sua vida em troca de tantas Sua vida a florescer todas as vidas. Sua beleza, confundindo-se com a doçura de seu produto Sua beleza, entregando-se pelo seu produto Seu zumbir, que a muitos causa calafrios A outros admiração, amor. Sua causa, mesmo operária torna-se grandiosa Sua causa, como soldado a torna heroína Sua causa, como rainha a torna magnífica. Oh Abelha Rainha, operária, soldado Seu néctar há de ser sempre doce para quem dele lambuza Sua vida há de ter sempre valor de outra vida Seu zumbido temeroso há de permanentemente polemizar Que a dor de seu ferroar possa trazer saudades Que a doçura de seu produto possa ser a história de todos Que a beleza ímpar de cada botão de flor, cada rosa, cada pendulo Possa ser sua maior inspiração, sua vida Abelha do sertão, do serrad...

Risoto, de Domingo, Bacalhau com brócolis

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Almoço de Domingo sempre foi algo muito especial. Ainda em Sem Peixe, recordo-me com orgulho de sempre almoçarmos com a Vozinha e o Vozinho. Coisa mais maior de grande. Macarronada com massa de tomate, e queijo curado ralado na hora. Frango com quiabo, angu e feijão batidinho. Frango frito e carne de porco de lata (carne de porco frita na sua própria gordura em pedaços grande, e colocados em latas de 20 litros juntos com a gordura). O Vozinho fazia questão de comer a sobre coxa do frango, o que pela lei da gravidade segui. Mas, àquela época, o meu pedaço do frango era o pé e um lado do encontro do peito, que após eliminadas todas as carnes possíveis, sobrava um osso em V, que na nossa magia de OZ, servia para fazermos apostas, após colocarmos na chapa do fogão a lenha para que desse uma enxugada e ficasse quebradiço, aí cada um puxava de um lado da peça e aquele que ficasse com o maior pedaço do osso ao partir, ganhava a aposta. Coisa de cinema. Mais tarde, já em Ipatinga, c...