Postagens

Momentos, únicos e inesquecíveis

Imagem
Tenho procurado estar em algum lugar. Lugar qualquer, que me leve a alguma coisa. Coisa qualquer, que me proporcione algumas emoções. Emoções qualquer, de agora, do passado. Passado, maravilhoso, dislumbrante, único. Sempre único, nossos momentos são sempre únicos, sempre serão. Serão inesquecíveis, saudosos ou não, mas inesquecíveis. Quem já viveu algum momento que não fosse inesquecível? Pois é, acabou de lembrar-se de um momento vivido, foi inesquecível, tente outro. Não conseguirá, todos os momentos são únicos e inesquecíveis, até o que queremos esquecer. Eu, pobre e pecador mortal, quantos momentos gostaria de esquecer. Quantos momentos gostaria que fossem apagados da minha vã memória. Mas, é impossível, todos nossos momentos são inesquecíveis. No filme caçador de pipas, quando o Hasan afirma estar perdendo a memória de seus pais, que não está conseguindo visualizar a imagens deles, lhe é apresentado uma bela foto de seu pai, abraçado com ele. Mesmo q...

Cida, a mãe e sua PFAFF.

Imagem
  Cida, a mãe e sua PFAFF.  Desfile de bonecas. Parece coisa meio pra lá, mas é o que a frase exprime, desfile de bonecas. Lá pelos anos de 1968, 69, na garagem da casa da tia Edite (minha madrinha) Dodora, Alcione, Titita, tia Julita, as meninas de dona Vera, tia Preta, dona Filinha, dona Fía e outras tantas, mas a mais aparecida, meio fulo, era a Cida. Com trejeitos de artesã, suas bonecas eram impecáveis, quem sofria nas mãos dela era a mãe e a sua PFAFF. Recordo que ficávamos lá. Eu, o Zé Pedro, o Lau, os meninos do tio Totó. E a coisa era chique do último. Tinha bolos, doces, Q suco, ai que delícia, Q suco de groselha bem gelado. Geladeira eram poucos que tinham. O tio nonô era um dos poucos que tinha. Este desfile, concurso, era um acontecimento. O problema é que a mãe era a costureira de todas as meninas, incluindo as suas duas, mas a que mais era ardidinha, era a Cida, cada hora era uma rendinha em lugar diferente, uma florzinha aqui outra ali, a Dinha...

Andréia Carla, minha cara

Imagem
Andréia Carla. Minha cara Andréia. Lembro com ternura nove de Fevereiro de 1.973. Estávamos brincando na sala, em nossa casa em Sem Peixe , quando, de repente, dona Ladir nos manda ir brincar em sua casa. Coisa difícil de acreditar. Era mais ou menos umas oito horas da noite. Não acreditando, e temendo apanhar da dona Matildes, nossa querida mãe, entrei em seu quarto correndo e perguntei se era verdade. Ela, em meio a profundas dores, deitada na cama, respondeu que sim. Este horário, oito horas da noite, já era para estarmos na cama dormindo. Não tínhamos TV e como acordávamos muito cedo, seis, sete horas da manhã, pulávamos o dia inteiro, quando chegava este horário, cama na certa, além é claro de ser o hor´rio correto para criança estar na cama. Dona Ladi, além de comadre, o que mostrava a aproximação com nossa família, tinha dois filhos que eram nossos amigos, mesmo rivais, éramos amigos. Geraldinho e Mauro. Geraldinho morreu cedo, acredito com uns 18 anos, f...

Vejam porque a Gabriela assasinou minha melancia

Imagem
O Felipe estava brincando com a Gabriela, aí a Jakky o chamou para comer umas bananas. Vejam o Felipe em fuga....

E eu que sonhava com a minha melancia

Imagem
Plantei há uns 40 dias várias sementes de melancia nos vasos de flores, à beira da piscina. Havia feito uma vez um plantio de umas sementes de melão no quintal. Todos tiraram sarro, mas, deu vários melões e deliciosos. No caso da melancia, a minha curiosidade era se quando a rama crescesse, ela iria esparramar pelo piso da piscina, como seria, pois ele é de pedra. Bom, há uns 20 dias surgiu uma melancia na rama no chão, cresceu uns 7 cm de diâmetro e morreu. Daí uns dias, descobri uma melancia entre as flores, fiquei calado. Resolvi mostrar à familia, resultado, durou uns dois dias, a Gabriela a assassinou. O pior, o Felipe estava cuidando da Gabriela. Foi-se o meu sonho de ter uma melancia entre as nossas belas flores. Vejam as fotos.

Uma pitada de bom gosto

Imagem
TEXTO Patrícia Malta de Alencar IMAGEM Cia de Foto Ele realça o sabor dos alimentos ou até pode ser o destaque de um prato com cores e aromas diversos. Saiba por que o sal é o queridinho dos melhores chefs de cozinha. SAL DE TODOS OS MARES  Selecionamos alguns dos sais finalizantes mais renomados e exóticos que circulam pelas cozinhas dos chefs para apresentar aos leitores, com indicações de Clo Dimet. No Brasil, a maioria é encontrada somente em restaurantes, como no Emiliano e no La Table O. Mas os preferidos de Clo, Flor de sal de Guérande e Maldon, podem ser encontrados nos melhores mercados. Flor de sal de Guérande:  sal marinho francês, de origem controlada, suave, de grão branco, cristalino e úmido. Esse produto é considerado um dos melhores do mundo e pode ser encontrado em casas importadoras. Melhor receita: para uso geral. Sal alaea do Havaí:  sal marinho ao qual é adicionada uma argila vulcânica chamada alaea que contém óxido de ferro, o que lhe dá um tom avermelhado e um go...

Retrato de uma ex-Vilã

Imagem
Uma bela peça de bacon, brilhante e gorda (como essa aí de cima) é capaz de despertar reações diversas. Confrontadas com uma quase obscena porção de sabor na forma de pouca carne e muita gordura, algumas pessoas reagem como se estivessem envolvidas num drama shakespereano: “Horror, horror, horror!”  Outras se entregam a devaneios imemorais. Afinal, a mesma gordura que desde os primódios da civilização representava a sobrevivência da espécie, passou a ser temida como se em sua pródiga matéria se encerrassem todas as mazelas da alimentação moderna. Hoje, um pedaço de filé marmorizado costuma ser tão evitado quanto a própria gordura - um tabu nestes tempos supostamente saudáveis.  De ingrediente valorizado, a boa gordura animal passou a ser execrada publicamente, pois vem geralmente associada a doenças. Foi banida para o purgatório dos ingredientes que, de tão bons, só podem fazer mal. Não fosse só escandalosamente maniqueísta, tal concepção provou ser equivocada.  http://www.estadao.co...